25 de set de 2011

Justiça leiloa bens de Durval Barbosa


Uma mansão (foto) em área nobre de Brasília é a primeira chance de o contribuinte ver de volta aos cofres públicos parte dos recursos desviados por Durval Barbosa, o delator da Operação Caixa de Pandora. A Justiça vai leiloar, na próxima quinta-feira, uma casa na QL 10 do Lago Sul com 862,58 metros quadrados de área construída, em que cada tijolo foi pago com dinheiro de contratos de informática do Governo do Distrito Federal. O imóvel de luxo pertencia a Durval e, por decisão judicial, será vendido como medida para ressarcir parte do prejuízo causado pelo esquema de corrupção que vigorou na capital do país ao longo de 10 anos. A casa em cor creme é coisa para milionários. Avaliada pelos peritos judiciais em R$ 4,3 milhões, pode valer mais, segundo corretores consultados pela reportagem. Para começar, nunca chegou a ser habitada. É novinha em folha. No piso superior, o comprador poderá desfrutar de uma suíte com banheira de hidromassagem, closet e bela vista na varanda. Há ainda outra suíte, dois quartos, banheiro social, uma sala, lavabo e home theater. O próprio Durval admitiu em depoimentos aos promotores de Justiça Eduardo Gazzinelli e Sérgio Bruno Fernandes, designados para atuar na Operação Caixa de Pandora, que a casa pertencia a ele e foi construída com dinheiro desviado dos contratos de informática. Graças a essa confissão, a venda do imóvel se torna um caso raro no Judiciário brasileiro. O mais comum é que bens sequestrados por decisão judicial permaneçam durante décadas em deterioração até um desfecho de disputas judiciais que permita a venda da propriedade e o ressarcimento de prejuízos aos cofres públicos decorrentes de casos de corrupção.
Com informações do correioweb.

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