20 de set de 2011

PSD pode acolher os “órfãos” do ex-governador Joaquim Roriz

O PSD de DF pode vir a ser o destino dos remanescentes do rorizismo, caso o ex-governador Joaquim Roriz abandone a política do DF ou troque Brasília por Luziânia, o que é pouco provável. O presidente da legenda no DF, Rogério Rosso, não confirma, mas a sigla pode nascer já como a segunda bancada da Câmara Distrital, perdendo apenas para o PT. Além da deputada Eliana Pedrosa, que já anunciou a troca do DEM pelo PSD, Raad Massouh (DEM), Liliane Roriz (PRTB) e Celina Leão (PMN) também podem migrar para o PSD. “Há muita especulação sobre as filiações de parlamentares, mas eu não tenho autorização para divulgar com quem estamos conversando”, afirma Rosso. Ele diz apenas que, com Liliane Roriz, não teve nenhuma conversa até agora e não nega nem confirma as demais especulações.Se o PSD conseguir herdar os políticos órfãos de Joaquim Roriz e atrair parlamentares de oposição ao governo Agnelo Queiroz (PT), terá mais dificuldade para aderir do governo do DF. O que não quer dizer que não vá. O partido nasce sobre o lema da independência – ou seja, não é de direita e nem de esquerda, é de centro, e tem autonomia nos Estados para se posicionar a favor ou contra o governo. Apesar de no âmbito nacional o PSD estar com o pé no governo de Dilma Rousseff, no DF pode tender para qualquer um dos lados. Se a sigla herdar os votos do ex-governador Joaquim Roriz, surge como uma força poderosa de oposição no DF com chances reais em 2014, tema que Rosso não aceita antecipar, mas que está na cabeça de todo político em Brasília. Afinal, se Agnelo Queiroz não reverter a rejeição constatada em pesquisa, ser oposição é mais interessante que aderir ao governo.O PSD terá um conteúdo programático para o DF, afirma Rosso. “O PSD, se perguntado sobre políticas públicas para as áreas estratégicas, terá um posição definida.” Posição que vai ser construída com a participação dos novos filiados e da comunidade, explica Rogério Rosso. Informações do Jornal Opção, Goiânia.

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