30 de nov de 2011

Brasília perde para Taipei

Brasília não vai ser a sede das olimpíadas universitárias em 2017. Taipei – capital de Taiwan, que se considera um país independente, mas que a China diz ser apenas uma província chinesa – foi a escolhida para receber a Universíades, terceira maior competição esportiva do mundo. A cidade venceu Brasília por 13 votos contra nove. Vinte e dois delegados votaram. O resultado foi anunciado em Bruxelas, na Bélgica, pela Federação Internacional de Esportes Universitários (Fisu), na presença do governador Agnelo Queiroz. O clima entre os integrantes da comitiva brasileira foi de decepção. Para o presidente da Confederação Brasileira do Desporto Universitário, Luciano Cabral, a concorrente venceu pela experiência. “A Fisu não escolhe o melhor projeto, como não tem patrocinadores busca as propostas financeiramente mais vantajosas”, analisou. O governador Agnelo Queiroz afirmou que vai propor que os recursos previstos para a Universíade sejam transferidos para o projeto de revitalização do Centro Olímpico da Universidade de Brasília (UnB). A verba reservada para a organização do mundial é de R$ 230 milhões e a reforma deve ficar em R$ 300 milhões. “Vou lutar pela emenda e completar os recursos”, afirmou.

22 de nov de 2011

PPS discute permanência na base do governo Agnelo

A executiva nacional do PPS vai se reunir nesta terça-feira (22) para deliberar sobre o apoio ao governo de Agnelo Queiroz (PT). O partido, que é oposição ao governo de Dilma Rousseff, vai analisar uma carta do ex-deputado Raul Jungmann (PPS-PE). Ele defende o rompimento em virtude das denúncias envolvendo o nome do governador em supostas irregularidades no programa Segundo Tempo e na Anvisa. No DF, no entanto, o PPS é governista. O deputado distrital Alírio Neto, eleito pelo partido, exerce o cargo de secretário de Justiça e Cidadania. Defende a permanência da legenda na base. Outro distrital do PPS, Cláudio Abrantes também quer manter o apoio. A decisão, no entanto, é nacional.

20 de nov de 2011

Amor e ódio ao PT

O Partido dos Trabalhadores (PT) é a legenda mais amada e também a mais odiada pelos brasilienses. É o que revelou pesquisa divulgada pelo Instituto O&P Brasil na última semana. O total de 22% dos entrevistados afirmou que entre as atuais legendas, o PT é o que detém a maior simpatia ou preferência. Por outro lado, quando perguntados sobre por qual partido teriam a maior antipatia, 17% responderam o PT. Para o cientista político Luiz Gonzaga Mota, o maior atrativo da legenda, o que poderia justificar o amor de milhares de pessoas, é a identidade bem definida, o que costuma ser raro entre os partidos. “O PT, sem dúvida, é a grande novidade da política brasileira nos últimos 20 anos. Antes, não tínhamos partido que tivesse uma identidade ideológica bem definida. Então, nasceu como o PT, como o partido dos trabalhadores ”, explicou. “Tem um segmento do eleitorado que é muito fiel e que tem essa identidade com o partido, porque sabe que ele vai se manter na mesma posição. É o que faz o PT tenha essa simpatia”, avaliou Mota. Por outro lado, segundo o especialista, é justamente a identidade que afasta as demais pessoas e faz com que ele se sobressaia na lista dos mais antipatizados. “Até por conta de representar um segmento identificado e uma posição política definida, tem bastante antipatia de quem não têm essa preferência política ideológica. O PT é um partido com uma fidelidade muito grande, mas por outro lado, é o partido com maior rejeição. É simples: ou você é PT ou você é contra o PT”, constatou. Fundado em fevereiro de 1980, o PT reúne cerca de 35 mil filiados em Brasília, sem contar com militantes e simpatizantes. No Brasil, o número salta para 1,5 milhão. Para o cientista político Octaciano Nogueira, os números que indicam o PT como o mais apreciado e o menos admirado não representam uma dicotomia. “Aqueles que escolheram o PT, o fizeram por uma razão. Mas teve outras pessoas que deixaram de votar no partido, também por uma razão. Então, não me parece uma dicotomia”, ponderou. O especialista João Paulo Peixoto, por sua vez, lembrou que os dados refletem a imagem do governo. “Eu acho que está vinculado ao desempenho do governo. A população de Brasília veio de uma decepção muito grande por conta dos escândalos de corrupção no qual foi mergulhada. As pessoas achavam que tudo iria mudar, e isso não aconteceu. Acho que os números são um retrato da diferença entre o que se idealiza e a realidade”, disse. Cristiano Noronha, também cientista político, faz coro à tese do idealismo distante da realidade. “Talvez, a antipatia pode ser um reflexo da falta de apoio da população à gestão do PT em Brasília”, disse. Por outro lado, no que se refere ao bom desempenho da sigla, ele avaliou que há uma tendência nacional. “O PT, nacionalmente, é um dos partidos que gozam de maior credibilidade. Então, os dados locais guardam correlação do que existe no plano nacional”, destacou.
Com informações do Jornal de Brasília.
Reportagem: Amanda Costa.

18 de nov de 2011

Benício Tavares é cassado por unanimidade pelo TSE

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) considerou, por unanimidade, que Benício coagiu eleitores e praticou abuso de poder econômico para permanecer mais quatro anos como distrital. Assim, foi confirmada a decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), que, no voto do desembargador Mário Machado, havia condenado o peemedebista à pena máxima imposta a homens públicos. Benício perdeu a vaga na Câmara porque participou, no auge da campanha, de reunião com empregados da Brasília Empresa de Segurança Ltda. A prestadora de serviço pertence aos filhos do ex-distrital César Lacerda, hoje administrador regional do Jardim Botânico. A acusação sustenta na ação, que reúne depoimentos, fotos e documentos, que foi montada uma engenhosa estrutura para beneficiar a candidatura de Benício. Em duas reuniões, cada uma com a presença de 500 empregados, César Lacerda pediu votos para o peemedebista, argumentando que ele não se candidataria naquela ocasião. No lugar de Benício, assume o primeiro suplente do PMDB, Robério Negreiros Filho, 33 anos.

11 de nov de 2011

Aécio começa viagens como candidato Brasil afora

Exatos 30 dias depois de se declarar à disposição do PSDB para disputar a sucessão presidencial de 2014 "contra Lula ou contra Dilma", o senador Aécio Neves (PSDB-MG) começa a se movimentar como candidato Brasil afora hoje. Vai abrir seu giro pelos Estados com uma visita ao Rio Grande do Sul e já planeja, para dezembro, uma agenda nordestina, tradicional reduto dos petistas. A programação gaúcha traduzirá bem o modelo de visitas que o pré-candidato tucano quer adotar, mesclando reuniões políticas com palestras nas cinco regiões do País. "Minha ideia é, sem pressa, ir começando a falar um pouco do que pretendemos e pensamos para o Brasil", diz ele. Em outubro, Aécio disse com exclusividade ao Grupo Estado que está pronto para enfrentar Lula ou Dilma Rousseff em 2014, caso essa seja a vontade do partido. Hoje (11), o senador mineiro almoça em Porto Alegre, onde terá um encontro com lideranças de seu partido e também do DEM, PPS, PP e PMDB. Decidido a pôr em prática o discurso em defesa da ampliação do leque de alianças das oposições, ele quer se reunir com lideranças representativas da base governista, como a senadora Ana Amélia (PP-RS) e o senador Pedro Simon (PMDB-RS). Em seguida, ele participará de um evento empresarial promovido pela Câmara dos Diretores Lojistas de Gramado. O último mês do ano será dedicado ao Nordeste e a primeira visita será à capital baiana, com uma missão especial: Prestigiar o DEM liderado pelo deputado ACM Neto, no momento em que a legenda está ameaçada de extinção e seu líder está sendo assediado pelo PMDB da Bahia. Discreto, Neto diz que, por enquanto só está prevista uma visita ao município de Dias d’Ávila, cidade da região metropolitana de Salvador. A prefeita Andrea Cajado fará uma grande festa para inaugurar o centro administrativo da cidade. A programação está sendo organizada pelo deputado Cláudio Cajado (DEM-BA), marido da prefeita. Animado com a movimentação de Aécio, o líder ACM Neto diz que "as oposições precisam ter alternativas de poder para 2014". Ele entende que o senador mineiro "é um nome que pode reunir todas as condições para representar este projeto". Adverte, no entanto, que a movimentação dele "não é excludente em relação a outras opções dentro do PSDB, nem dentro do próprio DEM, onde o senador Demóstenes Torres (GO) já se insinuou com candidato. "Isto é só o início de uma longa travessia até 2014", afirma o presidente do PSDB mineiro, deputado Marcus Pestana, para quem Aécio está "dosando" sua movimentação. "Ele diz claramente que não é hora de pôr candidaturas na rua e sim de prepararmos uma agenda para o Brasil. Mas é candidatíssimo e está à disposição do partido", diz o deputado. A programação nordestina se estenderá pelo Rio Grande do Norte e Pernambuco, do presidente nacional do PSDB, deputado Sérgio Guerra.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

8 de nov de 2011

PSDB discute estratégias para enfrentar o PT nas eleições

Rio de Janeiro — Numa reunião marcada por críticas a quase todos os projetos do governo Dilma Rousseff, do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) aos juros subsidiados do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o PSDB lançou as bases do que pretende apresentar como ações de governo, não só em 2012 como também em 2014. No seminário A Nova Agenda — Desafios e Oportunidades para o Brasil, os tucanos reencontraram os pais do Plano Real e conheceram de perto novos intelectuais que ajudam na formulação de ideias dentro do partido. Mas ali quem ainda dá o tom é o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, levado ao palco pelo senador Aécio Neves, que, aos poucos, vai se consolidando no papel de primeiro da fila de pré-candidatos tucanos a presidente da República. E o grão-mestre tucano tratou de reaproveitar o slogan do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama: “Yes, we can”. “Nos Estados Unidos, tem o Yes, we can (sim, nós podemos). Por aqui, vamos lançar o yes, we care (sim, nós cuidamos). O que falta é carinho, dizer que estaremos com as pessoas. O PSDB tem que se mostrar como o partido que cuida das pessoas. Vamos baixar os juros, mas primeiro para remunerar melhor a poupança do trabalhador, não para os amigos do rei”, disse Fernando Henrique, citando uma expressão usada no seminário pelo ex-presidente do Banco Central Pérsio Arida, referindo-se à necessidade de diminuir as taxas para todos e não apenas para os “amigos do rei” via BNDES.

7 de nov de 2011

Estamos cansados de crises, desabafa auxiliar de Dilma

O ministro Gilberto Carvalho (foto) - Secretaria-Geral da Presidência, disse ontem (06/11) que "já está ficando cansado" de administrar crises envolvendo colegas do primeiro escalão. Ele se referia às notícias de que o PDT montou um esquema de achaque para aprovar convênios firmados entre o Ministério do Trabalho e ONGs. Sua declaração foi feita em tom de desabafo."Teremos de ver isso amanhã (hoje). Se bem que o ministro Carlos Lupi (Trabalho) tomou providências imediatas e afastou dois assessores", ponderou Carvalho. Lupi exonerou os dois servidores no sábado, mesmo dia em que circulou a edição da revista Veja com a notícia de que os auxiliares tinham montado um esquema de cobrança de propina contra ONGs que têm convênio com o ministério. De junho até agora, coube a Gilberto Carvalho negociar a queda de cinco ministros envolvidos em escândalos, que vão desde as suspeitas de enriquecimento ilícito - caso de Antonio Palocci (Casa Civil) - a suposto desvio de dinheiro e cobrança de propinas, que atingiu Alfredo Nascimento (Transportes), Pedro Novais (Turismo), Wagner Rossi (Agricultura) e Orlando Silva (Esporte).Entre as tarefas do ministro Carvalho está a de manter contato com os partidos dos ministros que são obrigados a se afastar. A habilidade dele tem conseguido evitar que as crises levem ao rompimento das legendas com o governo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

1 de nov de 2011

Tumor de Lula é de média agressividade, dizem médicos

O resultado da biópsia indica que o tumor diagnosticado no último sábado na laringe do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é localizado, pertence ao tipo mais comum e pode ser considerado como de agressividade média, com grandes chances de cura. A informação foi dada hoje pela equipe médica que cuida do ex-presidente no Hospital Sírio-Libanês, na cidade de São Paulo. Os médicos reconheceram que o tratamento indicado para o caso, que inclui quimioterapia e radioterapia, apresenta risco de deixar sequelas na voz de Lula. O oncologista Paulo Hoff, um dos membros da equipe, ressaltou, contudo, que esse risco em relação à voz é mínimo, uma vez que o tumor não comprometeu as cordas vocais do ex-presidente. "O tratamento com quimioterapia e radioterapia pode deixar uma pequena alteração na voz, mas, dando tudo certo, seria uma alteração mínima e não haveria nenhum impacto nas atividades normais de nosso paciente", afirmou.Ainda de acordo com a equipe médica, o tratamento de quimioterapia e radioterapia deverá terminar em fevereiro. O ex-presidente, segundo os médicos, será submetido a três sessões de quimioterapia, com intervalo de 21 dias entre elas. A previsão de início da radioterapia é em janeiro. Já a primeira sessão de quimioterapia será realizada hoje (01/11) à tarde. Lula está no hospital acompanhado da mulher, Marisa Letícia.